A ascensão da Web 2.0, nos anos 2000, mudou completamente nossa relação com a internet. Ela permitiu a criação dos sites de redes sociais, aplicações, gerou diversas mudanças nas nossas formas de nos relacionarmos com nossos pares e nos transformou em produtores de conteúdo. Foi uma verdadeira revolução.
E estamos para vivenciar um novo marco: a chegada da Web 3.0. Se você não sabe muito sobre o assunto, confira um artigo imperdível sobre o assunto a seguir e tire suas dúvidas!
O que é a Web 2.0?
Para entender essas diferenças, precisamos começar relembrando o que é a Web 2.0, a fase em que nos encontramos agora. O termo surgiu em 2004, cunhado por Tim O’Reilly. A ideia era caracterizar uma nova fase da internet, na qual haveria uma descentralização dos processos de criação de conteúdo: a partir daquele momento, toda pessoa poderia ser emissora e receptora de conteúdos.
Naquele momento, o ponto forte para essa definição era a criação dos famosos blogs (e que depois evoluíram para fotologs, vlogs, até o surgimento das redes sociais como conhecemos hoje e que fazem parte do maior volume de tráfego de dados da rede).
Assim, ela foca em produção de conteúdo colaborativo, trocas de mensagens de forma instantânea, com conversação em tempo real e produção de conteúdo pelos usuários (e que, consequentemente, proporcionou o surgimento dos influenciadores digitais e outras profissões ligadas a esse contexto).
O que é a Web 3.0?
A Web 3.0 é a nova era da internet. Estamos vivendo nesse momento a transição entre a 2.0 e a 3.0, então não podemos precisar um marco de começo dela. A ideia é uma maior descentralização tanto das informações quanto das soluções, se fortalecendo por meio dos sistemas peer-to-peer (P2P) e blockchain.
Além disso, ela também traz a evolução para a web semântica, com os avanços da inteligência artificial (principalmente redes neurais, machine learning e deep learning). A automação também passa a fazer parte do cerne da experiência.
Mas, além disso, se a Web 2.0 proporcionou maior autonomia para produção de conteúdo, a 3.0 tem por objetivo promover autonomia na criação de novas tecnologias, reduzindo a dependência das soluções dos grandes players do mercado (big techs).
O que muda entre a Web 2.0 e Web 3.0?
Ok, mas o que muda na prática? Como esse é um momento de transição, ainda não temos dimensão do que será, de fato, desenvolvido no futuro. Mas temos algumas pistas dos caminhos que serão percorridos e podemos trazer as principais diferenças entre Web 2.0 e 3.0. Vamos ver a seguir:
- transações comerciais: na Web 2.0 acontecem por meio de moeda fiduciária. Já a Web 3.0 privilegia o uso das criptomoedas, descentralizadas das moedas de cada Estado;
- segurança: novas camadas de segurança, principalmente por meio da descentralização mediante blockchain, chegam com a Web 3.0, algo que não era possível ainda na maior parte do contexto da Web 2.0;
- descentralização: a entrega de aplicações e serviços feitas por autoridades centralizadas (big techs) da Web 2.0 dará espaço para a computação de ponta a ponta (P2P), gerando uma maior descentralização nos processos tecnológicos;
- rastreio de dados: teremos a passagem do modelo de cookies de rastreio (considerados pervasivos e que quebram a privacidade do usuário) da Web 2.0 para modelos semelhantes ao de NFT (obtenção de tokens exclusivos, que terão valor atribuído a eles).
A Web 2.0 e a Web 3.0 convivem hoje em um momento de transição. Mas podemos esperar grandes mudanças nos próximos anos. Se nossa forma de nos relacionarmos com a internet mudou com a Web 2.0, a 3.0 promete ser ainda mais transformadora.
E dentro deste contexto, os cuidados com segurança de dados precisam ser ainda mais robustos. Para isso, confira nosso e-book sobre como se prevenir de ataques na internet e tire suas dúvidas.
Thiago Cabral
Bacharel em administração e pós-graduado em Gestão e Governança de TI pela FIAP. Com cerca de 10 anos de experiência no mercado de segurança da informação, ajudou a fundar a empresa Athena Security, onde atua como Sócio-Diretor responsável pelas estratégias de Marketing e pela qualidade de atendimento ao cliente. Acredita que a chave para o sucesso é a especialização, atendimento consultivo e visão inovadora.
