Um homem de 29 anos suspeito de participar do maior ataque hacker do país, que desviou cerca de R$ 800 milhões de bancos e empresas ligadas ao sistema de pagamentos PIX, foi preso em Campina Grande, segundo a Polícia Militar.
De acordo com a Rotam, o setor de inteligência da corporação foi acionado pela Polícia Federal, que informou sobre um veículo utilizado pelo suspeito no bairro José Pinheiro, no centro da cidade. Ele foi localizado e preso em cumprimento a um mandado que já estava em aberto. O homem era alvo de uma operação nacional conduzida pela Polícia Federal e pelo Ministério Público de São Paulo.
Durante a prisão, foram apreendidos aparelhos celulares e o veículo utilizado pelo suspeito. Ele foi encaminhado à delegacia da Polícia Federal de Campina Grande, responsável pela investigação.
O balanço da operação
Até o momento, 12 pessoas foram presas no Brasil e outras sete no exterior, com o apoio da Interpol sendo seis na Espanha e uma na Argentina.
Segundo os investigadores, o grupo criminoso desviou R$ 813 milhões de contas bancárias e instituições de pagamento conectadas ao sistema PIX.
O Banco Central informou que o sistema PIX não foi invadido e que nenhum cliente teve prejuízos diretos. O ataque cibernético, ocorrido em julho, afetou pelo menos seis instituições financeiras e causou grande preocupação no mercado, mas as empresas afirmam que não houve danos às contas ou aos dados de clientes.
Como agia o grupo hacker
A investigação mostrou que a organização criminosa tinha funções bem definidas. Havia integrantes especializados em invasões de sistemas, enquanto outros cuidavam da movimentação e lavagem de dinheiro.
O grupo usava contas em instituições de pagamento para transferir valores rapidamente, convertendo-os em criptoativos e realizando transações diretas entre carteiras digitais, dificultando o rastreamento.
Os valores desviados eram posteriormente lavados por meio de investimentos em criptoativos, revertidos em dinheiro e bens de luxo no Brasil e no exterior.
Durante a operação, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 640 milhões em bens dos investigados. Eles respondem por organização criminosa, invasão de dispositivo informático, furto mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro.
Relembre o caso
Em julho, a empresa C&M Software comunicou ao Banco Central um ataque às suas infraestruturas digitais. O incidente permitiu o acesso indevido a contas de reserva de pelo menos seis instituições financeiras conectadas à empresa.
Essas contas funcionam como uma “conta corrente” que os bancos mantêm no BC, usada para processar movimentações e garantir obrigações financeiras. Criminosos utilizaram credenciais de acesso, como senhas, para tentar invadir os sistemas de forma fraudulenta.
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Fonte: Portal G1
