O novo alerta do Banco Central sobre novo ataque hacker a instituição de pagamento

O novo alerta do Banco Central sobre novo ataque hacker a instituição de pagamento

O Banco Central (BC) emitiu um alerta de segurança, nesse sábado (6/9), informando sobre a ocorrência de um novo ataque hacker contra uma instituição de pagamento não autorizada a funcionar pela autoridade monetária.

Mesmo depois de o Banco Central apertar as regras aplicadas às instituições financeiras e reforçar a segurança do sistema financeiro nacional, os ataques de hackers se intensificaram neste fim de semana.

Pela segunda vez em menos de 48 horas, o BC emitiu um alerta às instituições financeiras, neste domingo (7), informando a ocorrência de um novo ataque cibernético. Dessa vez, o alvo dos criminosos foi o banco Triângulo S.A. Conhecido como Tribanco, pertence ao grupo atacadista Martins, que oferece serviços financeiros para empresas varejistas.

Foi o quinto ataque hacker em três meses, com desvio total conhecido de cerca de R$ 1,5 bilhão.

“Informamos que foi identificado incidente no Banco Triangulo S.A. (ISPB 17351180), resultando na subtração indevida de valores financeiros”, diz o alerta disparado pelo BC. O desvio ocorreu no sábado, de acordo com pessoas a par do assunto.

O comunicado do BC informa que houve subtração de valores das contas. O BC orienta as instituições a reforçar o monitoramento das transações financeiras e elenca outras ações a serem seguidas.

Entre elas, solicitar às corretoras de criptoativos que bloqueiem eventuais valores oriundos desse ataque, numa sinalização de como o dinheiro subtraído das contas estaria sendo desviado.

O BC recomenda ainda que as instituições financeiras elevem os níveis de autenticação e vigilância em todos os sistemas de pagamento, incluindo múltiplas verificações.

O órgão regulador do sistema bancário também pede que as instituições façam o bloqueio e comuniquem imediatamente os valores recebidos do Banco Triângulo S.A via SPI (Sistema de Pagamentos Instantâneos) neste domingo

No sábado (6), outro alerta de segurança do Banco Central informou a ocorrência de um incidente na E2 Pay, instituição financeira não autorizada, resultando na subtração indevida de valores financeiros.

Onda de Ataques

A onda de ataques se intensificou após a megaoperação Carbono Oculto contra atuação do PCC (Primeiro Comando da Capital) em negócios regulares da economia formal, como os setores de combustíveis e financeiro. A operação, realizada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Receita Federal, chamou a atenção porque atingiu empresas da Faria Lima, o principal centro financeiro do país.

Procurado, o BC não comentou os casos específicos, mas afirmou em nota que “anunciou novas medidas para reforçar a segurança do SFN [sistema financeiro nacional], à luz do envolvimento do crime organizado nos recentes eventos de ataques a instituições financeiras e de pagamentos”.

O BC também acrescentou que colabora, no exercício de sua função, com os órgãos de persecução e investigação como polícias e Ministério Público.

Medidas de Segurança

Preocupado com os recentes ataques hackers, o BC anunciou, entre outras medidas, a limitação em R$ 15 mil de Pix e TED para instituições de pagamento não autorizadas e que se conectam à Rede do Sistema Financeiro Nacional via PSTI (Prestadores de Serviços de Tecnologia da Informação).

O órgão também aumentou os requisitos e controles para o credenciamento das PSTI e anunciou que nenhuma instituição de pagamento poderá começar a operar sem prévia autorização.

A Abipag (Associação Brasileira de Instituições de Pagamentos) afirma em nota que os desafios de segurança são dinâmicos e exigem uma postura vigilante e proativa de todos os agentes integrantes do sistema financeiro. “Acreditamos que a evolução do setor deve ser acompanhada de aprimoramentos contínuos dos mecanismos de segurança”, diz a nota. “A segurança é a base sobre a qual a inovação e a inclusão financeira devem prosperar.”

A Zetta (entidade que reúne fintenchs) e Abranet (Associação Brasileira de Internet), que já tinham manifestado apoio às medidas do BC na sexta-feira passada, não foram encontradas para comentar os anúncios do final de semana.

O objetivo é fechar brechas que permitiram a infiltração do crime organizado na economia.

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Fonte: Metrópolis, Folha de S. Paulo

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