Você pode até imaginar que, com a tecnologia evoluindo, os crimes estariam diminuindo. E de certa forma, estão, pelo menos no mundo físico. O Brasil registrou, em 2024, queda em praticamente todas as modalidades de roubo. Mas quando olhamos para o ambiente digital, o cenário é outro: os crimes virtuais explodiram.
De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), os estelionatos eletrônicos bateram recorde. Foram mais de 281 mil casos registrados no ano passado, um salto de 133% em relação a 2021.
Sim, os roubos diminuíram, mas os golpes online mais que dobraram.

O que mudou no comportamento criminoso?
A resposta é simples: o crime seguiu a digitalização. Desde 2020, com a chegada da pandemia e a migração de serviços para o online, os criminosos perceberam um novo campo de atuação. Mais silencioso, mais lucrativo e, muitas vezes, menos arriscado.
Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do FBSP, chama atenção para a mudança:
“Já são cinco anos de tendência, o que consolida um movimento que, por si só, justificaria a reorganização do sistema de segurança pública no país”, afirma.
Ele complementa:
“Essa transformação reconfigura por completo a governança criminal, a forma como o crime se organiza e, no caso aqui analisado, influencia a inversão entre roubos e estelionatos e a forma como o crime opera para subtrair bens e recursos de suas vítimas.”
Essa mudança não é pontual. Ela afeta a estrutura dos crimes, influencia o crescimento das fraudes digitais e transforma por completo a lógica de subtração de bens. Roubar um celular nas ruas exige muito mais esforço e risco do que invadir uma conta bancária mal protegida ou enganar um funcionário despreparado.

Estamos prontos para isso?
A verdade é que ainda não. Embora os ataques digitais estejam crescendo ano após ano, muitas empresas e até mesmo órgãos públicos ainda operam com estruturas frágeis de segurança. Falta investimento, conhecimento técnico e, em muitos casos, consciência sobre o risco real.
Cibersegurança não é mais um tema restrito ao setor de TI. É um desafio estratégico.
O que são estelionatos eletrônicos?
De forma geral, são golpes aplicados no ambiente digital com o objetivo de obter dados, dinheiro ou acesso a sistemas. As estratégias são muitas: mensagens falsas que se passam por bancos, links de boletos adulterados, perfis clonados em redes sociais, sequestro de dados, entre outros.
O mais preocupante é que esses crimes estão cada vez mais sofisticados. Muitas vezes, as vítimas nem percebem que caíram em um golpe até ser tarde demais.
Como isso afeta as empresas?
Para as organizações, o impacto pode ser brutal. Um vazamento de dados pode gerar prejuízo financeiro, afetar a confiança dos clientes, levar a processos judiciais e comprometer a reputação da marca. Sem falar nos riscos operacionais. Em muitos casos, ataques cibernéticos paralisam sistemas inteiros por dias.
E engana-se quem acha que só grandes corporações estão na mira dos criminosos. Pequenas e médias empresas, muitas vezes com defesas mais frágeis, tornaram-se alvos frequentes justamente por não estarem preparadas.
Os erros mais comuns
Entre os principais equívocos que aumentam o risco de ataques digitais estão:
• Não atualizar sistemas e softwares
• Falta de política de senhas seguras
• Acesso irrestrito a dados sensíveis
• Ausência de monitoramento de rede
• Equipes mal treinadas ou despreparadas
Muitas vezes, a brecha está dentro da própria empresa, seja por descuido ou desconhecimento. Por isso, mais do que tecnologia, a segurança precisa de processos e cultura.
Crescimento digital e brechas de segurança
Com a transformação digital acelerada, especialmente após 2020, a rotina de pessoas e empresas migrou para plataformas online. Serviços bancários, compras, armazenamento de dados e comunicação hoje passam quase exclusivamente por meios digitais. No entanto, essa evolução nem sempre foi acompanhada por investimentos em cibersegurança, criando um ambiente vulnerável, explorado com cada vez mais eficiência por criminosos virtuais.
Os golpes mais comuns hoje
Golpes de phishing, em que vítimas são enganadas por e-mails ou mensagens falsas para entregar seus dados, continuam entre os mais recorrentes. Também crescem os casos de engenharia social, onde o criminoso se passa por alguém conhecido ou confiável para obter informações sensíveis. Além disso, fraudes financeiras em aplicativos, clonagem de contas em redes sociais e acessos indevidos a sistemas corporativos mostram que as táticas dos golpistas estão mais sofisticadas e direcionadas.
O papel da sua empresa nessa transformação
Diante desse cenário, a pergunta mais importante é: sua empresa está protegida?
Aqui na Athena, entendemos que segurança da informação vai muito além de ferramentas. Nosso trabalho é proteger seu negócio com uma abordagem estratégica e personalizada, unindo tecnologia de ponta, experiência de mercado e um atendimento próximo da sua realidade.
Oferecemos:
• Consultoria contínua e apoio direto ao gestor de TI
• Diagnóstico e monitoramento constante do ambiente digital
• Equipe técnica especializada em identificar riscos e antecipar ameaças
• Apoio na criação de políticas internas e boas práticas de segurança
• Transparência total na execução dos serviços e resultados entregues
Você não precisa enfrentar esse desafio sozinho. A transformação digital exige parceiros confiáveis e soluções sob medida.
Segurança é prioridade. E o momento é agora.
Enquanto os ataques crescem, as consequências também se tornam mais severas. A boa notícia é que, com a orientação certa, é possível transformar a segurança da informação em um diferencial competitivo para o seu negócio.
Se você quer entender melhor os riscos que sua empresa pode estar correndo e como se proteger, fale com a nossa equipe. Estamos prontos para ajudar.
Fontes:
